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quinta-feira, 21 de abril de 2011

Salvador, Bahia, Brasil - Visite

Amigos do Blog Feliz da Vida!
Como canto sempre "para onde tenha sol, é para lá que eu vou...".

Salvador. Terra de todos os santos, terra de todos os astros, terra do sol.
Estava nublado. Mas o sol esteve no sorriso dos baianos. Na beleza dos mares, na exuberância dos coqueirais. Ao contrário do que pensaram algumas alunas, as imagens não são montagens, são reais.


Capítulo à parte é a gastronomia baiana. O sabor das comidas típicas, do camarão, do beijú, das frutas e sucos, do acarajé, das moquecas, do caldo de polvo ou de sururú, do assaí, do vatapá. Somente experimentando. Bem  que minha amiga Simone sempre dizia: "Você tem que experimentar, não é explicável". Logo cedo o café da manhã na feira. Sabores e cores de encher os olhos.



Sem contar as boas conversas. O baiano é inteligente, tem carisma e bom papo. Haroldo Paulo é exemplo disso. Ficou abril pensando no roteiro da nossa viagem. Não o culpo por ter deixado São Paulo para voltar para Salvador. Garoto esperto! Nosso guia turístico nestes dias. Nutricionista Esportivo cheio de ambição e de idéias. Junto com sua tia Jô nos levaram para todos os lados, até para conversar como Vinícius de Moraes, que escreveu o Soneto da Fidelidade "que seja eterno enquanto dure".


Iluminando nosso final de tarde uma visita ao Farol da Barra seguida do Acarajé da Dinha, lá no Rio Vermelho.
 O Farol ilumina o coração das pessoas, como as pessoas iluminam umas às outras. Amigas de Salvador. Luz na minha Semana Santa.

 Os passeios que os Lordellos me proporcionaram foram melhores a cada dia. Pude rever cidades onde havia estado vinte anos antes, cujas características foram alteradas nos projetos de revitalizaçao e enriquecimento que a Bahia passou nos últimos anos.


Os passeios incluiram visita ao Pelourinho, onde fica a praça em que Michel Jackson gravou um clipe.


O Mercado Modelo e Elevador Lacerda eram pontos que eu desejava conhecer. Tenho que voltar lá para bem aprecia-los.


O Projeto Tamar. Minha filhinha havia feito um trabalho na escola sobre o lugar. Adorou as lembrancinhas que eu comprei lá.


E atendendo a pedido do meu chefe, visitei a Igreja do Bonfim para comprar as famosas fitas para o presentear. Em plena sexta-feira santa.



Algumas curiosidades:
Me chamaram a atenção uma campanha de paz no trânsito que fica perto da Unijorge; é uma cruz gigante, feita de automóveis, e também a pia de um restaurante onde comemos uma deliciosa Muqueca. A cuba é uma bacia de alumínio que tem no centro o buraco do ralo, mas de longe parece que a agua ficará na bacia. Muito divertido.



Quem for à Salvador tem que experimentar o Assaí da Praia, na Praia do Flamengo. É simplesmente cremoso, refrescante e delicioso. Sua proprietária dismistificou a frase de que o baiano é preguiçoso. Baiana arretada. Trabalha com afinco e amor na busca da melhor qualidade dos produtos a serem servidos aos clientes dos lanches, sucos e assaís servido na casa. Eu indico.



Gostei tanto da Bahia que voltei falando baianês. Por alguns dias muito abençoados havia me tornado uma baiana.

terça-feira, 19 de abril de 2011

domingo, 17 de abril de 2011

Relatórios de RH

Queridos alunos,

Clicando em Postar um comentário você poderá escrever o relatório sobre as atividades realizadas.

Obrigada.

domingo, 3 de abril de 2011

Adoro trabalhar!

Adoro trabalhar! Adoro trabalhar! Adoro trabalhar! Será que de tanto repetir eu passo a acreditar?

sábado, 26 de março de 2011

Imagens do Carnaval

Amigos leitores do Blog Feliz da Vida!, vocês sabem que gosto de viajar  e que "pra onde houver sol, é pra lá que eu vou!"

Vou contar minha última corrida atrás do sol, e mostrar imagens do último feriado, vivido em São Paulo, no sítio de uma amiga, que gentilmente me deu a alegria de passar lá felizes dias, nublados por fora, ensolarados na alma.

A viagem foi uma aventura pois foi um feriadão que expulsou os paulistanos da capital, e a viagem ao interior levou 4 horas,ao invés das 2 programadas. Lentidão na estrada, fila para o banheiro, para tomar café, para abastecer, lembrava a fila de manhã para passar nas catracas do metrô, mas e daí? Ainda sobraria dias inteiros para descansar no feriado.

A semana inteira havia chovido, assim a estradinha de terra estava cheia de lama! O carro patinava e cada vez mais se afundava na lama. Tração 4x4. Empurrar carro é uma das minhas especialidades, mas claro, com sacolas plásticas nos pés para não sujar os sapatos. Uma das meninas fica apenas com as roupas de baixo para entrar na lama e empurrar o carro. Todo sacrifício é válido para não ter que ir para o tanque. Os gritos da motorista diante do fracasso eminente, a garoa insistindo em fazer mais lama, tudo é divertido quando se é feriado. Vamos juntos rumo à diversão.



A piscina convidando o tempo todo para o banho, e o céu lacrimejando o tempo todo suas lágrimas de carnaval. A cachoeira ao final da trilha, implorava nossa presença. Sol, nem pensar. Mas em compensação, a natureza apresenta outras formas de satisfazer as necessidades visuais e de paz do ser humano. Como são infinitas as manifestações de Deus! Não tem sol, tem cor! Tem outras belezas, como a transparência das águas e como a cor e beleza desta "Escova de Garrafa". Visão da janela.

O sítio possui um pomar rico aos olhos e melhor ainda ao paladar. Visitei-o diariamente em busca de imagens e de sabor. Dizia que iria à feira. Que variedade!

Caqui. Tinha uma árvore de caqui na casa em que vivi meus primeiros anos. É incrível como ainda me lembro dela.
 As goiabas. São de uma simplicidade tamanha, que esconde sua beleza e abundância. Decidi plantar uma na minha casa.


A jabuticaca. É uma árvore tão linda. Desde pequena já dá lindos frutos. Pena que eu cheguei tarde para esta frutificação. Me aguarde!

 Jaca. Estavam por todos os lugares. No quintal nosso e do vizinho. Na beira da estrada. No caminho da cachoeira. Gigantes perfumadas. Briguei 3 dias com as abelhas, mas consegui levar uma dessas inteira para casa. Muita gente gostou,  inclusive minha mãe e os colegas do trabalho.


Tinha árvores pequenas, com poucos frutos, mas valiam pela sua beleza, e por hospedar outras espécies em seus troncos, como é o caso desta romãzeira e do limão rosa.

 

A seriguela não por acaso ficou por último. Por ser antes desta viagem  desconhecida para mim, por ter uma frondosa árvore escalável, e por produzir diariamente novo "lote' maduro, foi a mais visitada, e também saboreada em casa e no trabalho pelos amigos. Afinal a dona do sítio ainda nos deu o prazer de levar frutas para casa. Tanta generosidade a manterá sempre farta!



Não poderia tudo isso ser completo sem a alegria proporcionada também pela presença de animais variados. Os cachorros, que são da região mas ficaram todo o tempo conosco, companhia constante em todos os passeios. Eu saia para fotografar ou subir nas árvores, eles me seguiam o tempo todo. Alta segurança! As vacas são minhas personagens preferidas neste tipo de viagem, gosto de observá-las. E os pássaros? Se pudesse os levaria para casa comigo para acordar com seu canto.


Algumas espécies são menos vistosas, e precisam até ser procuradas, como as borboletas que cruzavam nosso caminho durante as trilhas ou pousadas nas folhas. O lugar é um berçário. Da próxima vez poderei contemplar uma grande variedade e maior quantidade ao que pude perceber, observando com atenção a profusão de lagartas quase imperceptíveis nas folhas de urtricária. Minha amiga acha que são estranhas e "nojentas", mas serão lindas borboletas em breve. O poder de renovação da natureza. Alguns seres humanos, pensei, ficam lagartas a vida inteira. Isso é nojento!

 Enquanto eu passeava e descansava notei a presença também das criaturas mais trabalhadeiras que se houve falar, as formigas. Quantas será que foram pisoteadas por mim durante o caminho até que percebi sua presença?



Não seria justa se deixasse de citar uma espécie dimunuta, também escondida face a grandiosidade das outras espécies, assim, passando despercebidas. Quase, pois percebi sua beleza, os cogumelos. Encontramos diversas espécies na mata, mas uma me chamou muito a atenção, por sua coloração dourada destacada das folhas secas debaixo da parreira. Cogumelo cor de ouro. Maravilhoso!


 A amizade das pessoas, a alegria dos almoços, o papo inteligente das mulheres, a música de meu inteiro agrado, o blues, o clássico e o jazz das divas,  a comida de primeira linha feita também no forno de barro, seguem até o fim do feriado. Como é bom ser humano.

Na hora de ir embora, enquanto guardavamos as coisas no carro, o céu adquiriu uma cor intensa, de um encanto pré outonal, lembrando que devo voltar mais vezes, que na simplicidade a felicidade se revela, que o sol está dentro do homem. Cada um pode ter dentro de sí um vale, e brilhar todo dia, como brilhou o sítio "Vale do Sol" no meu feriado.

Acabou a aventura. Guardei a botinha "sete leguas do Jeca Tatu" que comprei na loja agropecuária da cidade. Nos divertimos juntas. Juntas estaremos na próxima viagem. Leitor, está convidado. Venha conosco!







domingo, 13 de março de 2011

Exercício mental na Feira de Marketing

Amigos leitores,
Se uma coisa me deixa feliz, é ver os jovens criando, exercitando sua capacidade criativa, aplicando o seu potencial criativo.
Uma das oportunidades de presenciar este movimento de exercício intelectual ocorre anualmente na nossa faculdade quando os alunos criam e expõe um novo produto com vistas à prática dos conceitos formulados nas disciplinas de Marketing.
Normalmente o conteúdo programático permite a integração com outras disciplinas, de forma que trabalhei com os alunos na disciplina de Elaboração de Projetos, a organização das idéias. Escrevemos o projeto desde a fase de planejamento, montagem de equipe, acompanhamento, pesquisas de produto e de custos, definição de tarefas e prazos, até a execução e depois como finalização da matéria, a análise dos sucessos e fracassos.
A parte escrita tem sido uma das mais difíceis segundo boa parte dos alunos, que não conseguem ter visão holística do tema escrevendo assim textos fragmentados, e não raras vezes copiadas de textos pesquisados aleatoriamente na internet.
Mas a maior dificuldade, percebo ser o trabalho em equipe, mormente quando o grupo é indicado pelo professor. Muitos alunos entendem que liderança é ser autoritário e impor suas opiniões aos demais integrantes do grupo. Se os demais concordarem, ele é um líder. Ledo engano! Outros preferem mesmo é que alguém do grupo tenha domínio e pró-atividade, mas sempre o outro, assim ele terá menos trabalho e poderá exercitar sua preguiça, física e mental. Pobre desses mortais! Não estimulados na idade tenra, desestimulados nas demais, até que acordem para sua ineficiência. Oxalá acordem!
Os grupos que conseguem  romper essas barreiras iniciais conseguem apresentar muito bons trabalhos e percebe-se facilmente este rompimento no dia das apresentações  dos trabalhos, são os alunos mais entusiasmados e cujos olhos brilham nos standes. Expositores energizados pela sua auto-realização. Nada é mais prazeroso do que  a satisfação por um trabalho bem feito.   
E minha satisfação se une a deles quando ao fim das exposições, definidos os grupos ganhadores, os alunos são unânimes em afirmar que foi uma das experiências mais gratificantes que tiveram na faculdade, independente de terem ou não seus produtos sido escolhidos entre os três premiados.
Dá gosto fazer um trabalho conjunto com satisfação de todos os envolvidos. Dá gosto trabalhar com os jovens, muito aprendo com eles.
Para demonstrar a energia e criatividade dos alunos observem abaixo as imagens de alguns expositores da última feira. Os meus queridos criativos!

domingo, 20 de fevereiro de 2011

O retorno de Maisa

Amigos leitores,

Desta vez o ano começou antes do Carnaval. Ontem foi o Ano Novo, hoje já é fim de fevereiro, e desculpem os amigos leitores, a comunicação virtual foi interrompida neste período que andou rápido, correu, às vezes acho que até voou.
Foram muitos novos conhecimentos e vários aprendizados, estou mais pesada, inclusive fisicamente. Resultado das férias que depois de tantos anos resolvi gozar de verdade, permitindo-me viajar todos os finais de semana de janeiro, e trabalhando  durante a semana, decidindo-me por não ligar o computador em casa. Férias mentais. Sinto que desta vez, descansei de verdade.
Santa Catarina é o estado que mais gosto, desde que passei a virada do milênio em Florianópolis. Naquele ano não ocorreu o fatídico “boom do milênio”, teve muita chuva na praia e a queima de fogos não ocorreu, mas ocorreu meu amor pela cidade e depois, por diversas outras no lindo estado.
Imagens do centro da cidade de São Francisco do Sul, SC. Farei um blog somente sobre ela.

 De lá para cá, mesmo adorando minhas viagens ao Rio de Janeiro e Minas Gerais durante o ano, escolho Santa Catarina para as viagens de férias de virada de ano. Assim,  a programação foi variada, o que exigiu uma viagem para cada final de semana de janeiro. Então, vamos atualizar nosso convívio em retrospectiva de acordo com a ordem das ocorrências.
O bom de ter amigos é que podemos ter os amigos dos amigos também. Assim, o convite para o Réveillon me proporcionou momentos agradabilíssimos, como o bate-papo super animado com um senhora e sua família que conheci em São Francisco do Sul. Adoro conversar com as pessoas mais velhas e ouvir suas longas histórias de como era a vida nas décadas iniciais do século passado (parece tão longe) anos de 1930,50,70, cuja política, cultura e educação formaram o momento que vivemos agora.
Namoro de mãos dadas em casa na frente do pai, mãe ou irmão mais velho. Tinha uma cadeira própria para namorar, chamava “namoradeira” Dá para acreditar? Beijo na boca? Escondido para os casais mais corajosos. Sexo, depois do casamento, que vinha depois do noivado, vindo após o namoro que tinha que ser solicitado ao pai da moça. Namoro era encontro com dia e hora marcados.
Infelizmente essa senhora ficou viuva, e parte das suas reminiscências são entristecidas, mas demonstra a luta de uma mulher para criar sozinha seus filhos, numa época em que as pessoas guardavam o luto. Na atualidade boa parte das mulheres criam sozinha seus filhos, agora devido ao divórcio, que não existia naquela época. Encanto-me com as histórias. Dona Carmem encanta-se em contá-las. E as fotografias então? Saudosismo de um tempo não vivido. Aprendi até a fazer “fuxico”. Em tempo: aquele de tecidos coloridos. Artesanato manual, não verbal.
Dias depois um encontro para viver a espiritualidade. Debater com pessoas de outras partes do Brasil, como cada um interage com a religião, espiritualidade e Deus em seu cotidiano. Tendo pessoas de várias idades, foi muito enriquecedor conhecer como cada um exerce a espiritualidade no trabalho, na família, na igreja. Viver em Deus deve ser uma experiência prática, orientação para as decisões de todo dia neste sistema material e capitalista em que está inserido nosso corpo no tempo atual.
O local era um paraíso na cidade de Garuva, visitado por pássaros e lagartos, com um límpido rio atrás dos quiosques da pousada que utiliza recursos ecologicamente corretos, como “telhado verde”, horta orgânica, tratamento natural de esgoto, banho com água do rio, trilhas no rio e comida vegetariana. Internet e celular sem conexão, nem deu para perceber sua falta.
José, o proprietário, abandonou seu cargo como executivo de banco e a cerca de dez anos mantém a pousada que nasceu com uma comunidade alternativa. Os diversos moradores confraternizam o trabalho e a produção local. Pensei no transito de São Paulo. Senti que são felizes. Uma pontinha de inveja é pecado?
Comprei artesanato dos índios que vivem na comunidade, e fiquei feliz por terminar as férias quase da mesma cor que eles. Lindo vermelho. Linda raça abandonada à sorte neste pais sem raízes.
Voltando em outro final de semana, intercalei os passeios de caiaque no mar, o sol, peixe e paisagem maravilhosos da Praia da Enseada com uma visita a dois meio irmãos que não via há anos e estavam em férias na mesma praia com as famílias. Coincidências que só Deus pode propiciar. Um de São Paulo, outro de Joinville. Assim, recebi o convite para visitar outra meia irmã que mora na grande São Paulo e que não foi rejeitada pelos irmãos por ter se tornado homossexual após mais de vinte anos de casamento hétero. Visita que fiz logo que voltei para casa, revendo meu ex-cunhado, cunhada, netos da minha irmã e meu outro irmão com a família, que também foram ao sitio. Um lugar e um dia muito agradável. Demonstração do que é a palavra irmandade. Ampliaram-se para mim os conceitos de família universal e fraternidade.
Férias concluídas, aulas retornadas e novo projeto iniciado. Falta terminar o projeto anterior com prazo prorrogado para março.  O mundo feliz do trabalho. O mundo feliz do lazer. Será que os anjinhos de São Chico poderão me ajudar a fazer acontecer?

Afinal não dá para esperar sentada.
Talvez encontre algumas pedras pelo rio da vida,como dizia o padre Alberto meu marcante ex-professor de Filosofia, mas com um bom Guia, uma forte corda e amigos, nada nos segura. Sendo assim, aguarde cenas dos próximos posts.