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quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Sou da Paz – debate papel da polícia

Amigos do blog, repasso texto publicado pelo Instituto Sou da Paz por considerar boa a discussão:

“A morte de Douglas Martins e a questão de uso da força

A morte do adolescente Douglas Martins no último domingo na zona norte de São Paulo por um disparo de um policial militar traz a tona múltiplas questões em relação à atuação da Polícia Militar. São questões muito mais complexas do que o debate polarizado que se coloca em relação à Polícia. Para compreendê-las é necessário abertura por parte dos críticos do trabalho da corporação e por parte da polícia em relação às críticas que recebe.

Polícia só é polícia porque é autorizada legitimamente a usar a força. Gostemos ou não, é preciso reconhecer essa autorização e discutir se e como nossa polícia está preparada para usar a força corretamente.

A prisão do policial que fez o disparo é importante, mas não pode ser a única resposta da corporação. Até porque não se trata de um caso isolado e é preciso assumir que a responsabilidade também é da própria Polícia e abrir um diálogo nesse sentido.

Feita essa ponderação inicial é importante esclarecer que a força é dividida entre diferentes níveis, que variam desde o nível mais brando materializado pela simples presença de um policial fardado nas ruas, passando pelo seu poder de parar alguém para realizar uma abordagem, até o uso da arma de fogo, nível mais elevado e mais letal da força. A abordagem, em algumas circunstâncias, pode ser um procedimento de extremo risco e de tensão tanto para o policial quanto para a pessoa que será abordada, por isso, é necessário que todos os cuidados sejam seguidos.

Para usar corretamente todos esses níveis de força, a polícia deve estar permanentemente bem preparada. O que significa que deve haver normas que regulem o uso da força, que deve haver formação permanente e continuada para todo o efetivo, e que deve haver suporte para o policial, tanto em termos de equipamentos adequados como de apoio psicológico. É necessária, ainda, a criação de procedimentos operacionais padrão (POP) com detalhamento dos passos a seguir em relação às diferentes situações de uso da força, com orientações de medidas corretivas quando as situações saírem do controle, sendo que a existência de mecanismos de supervisão permanente sobre como esses POPs são seguidos é tão ou mais importante que os próprios POPs. Por fim, é preciso que os mecanismos de controle sobre a atividade policial estejam voltados para o uso da força em seus diferentes níveis e sejam claros e transparentes para toda a sociedade.

Assim, para cobrar medidas em relação à morte de Douglas Martins, algumas perguntas precisam ser feitas: o policial que atirou seguiu o procedimento padrão para a realização da abordagem? Se não, por quê? Ele conhecia as regras sobre uso da arma de fogo? Por que não as seguiu? Como era feita a supervisão cotidiana sobre seu trabalho e sobre a forma como seguia ou não os procedimentos? Como o seu comandante poderia ter contribuído para uma melhor supervisão e assim prevenir a ocorrência de abordagens mal feitas? Ele estava bem treinado? Se sentia seguro e preparado psicologicamente para lidar com situações de abordagem? E como será o processo de responsabilização, individual e de sua equipe, em decorrência do ato que cometeu?

São as respostas a essas perguntas que podem ajudar a melhorar a capacidade da polícia usar a força, desde que a corporação e a sociedade estejam dispostas a travar um diálogo franco e aberto sobre elas.”

terça-feira, 15 de outubro de 2013

15 de outubro–Dia do professor

Amigos leitores felizes desse blog, o Blog Feliz da Vida! que reclama, que contesta, que concorda e que hoje homenageia.

Faço uso desse post para recordar dos meus queridos e dos não tão queridos professores. Como sempre gostei de estudar, e estudo ainda, e creio não irei parar tão cedo, tive muitos.

Ainda recordo com carinho da minha primeira professora no primeiro ano primário. Dona Benedita. Carinho em forma de gente. Doce e afável. Se era boa professora não sei, mas sei que era carinhosa e me fez muito bem! No meio do ano sofreu um acidente de carro e foi afastada. Voltou com o rosto todo costurado. Lembro que chorei, a sala chorou, e ela também, quando foi nos visitar durante sua recuperação.

No segundo ano tive a Dona Neuza, um verdadeiro terror! Como eu escrevia com o lapiz entre os dedos “errados” apanhava na mão de régua, para pegar o lapiz nos dedos “certos”. Eu era birrenta não quis aprender. Nas reuniões de pais e mestres eu ficava tomando conta das filhas dela, eram gêmeas. 

Terceiro, um vazio.

Quarto ano teve a Dona Querubina. Espetáculo! Ela era enorme! Pelo menos parecia à época quando eu era pequenina e magra. Gostava muito de mim, e até me convidou para a festa de seu casamento, que eu não poderia contar para o restante da classe. Me arrumei no sábado à noite e fui. Chegando lá olhei de fora, muita gente bonita e arrumada. Fiquei com vergonha, eu era pobre, e não entrei. Ela ficou triste quando lhe contei depois.

Daí veio o ginásio e passei por vários. O Daniel de Matemática, ninguem gostava dele, não sei se por ser magrelo, cabeludo e feio, ou por ser professor de matemática. Namorava a professora mais bonita, a de História, Ana Maria. Ela tinha um carro SP2. Moderno pacas!

Tive uma “louquinha” de Educação Artística, mas eu não tinha jeito para as artes. Me dei bem no teatro, e apresentei uma peça com meus colegas no Teatro da Moóca, era a história de São Francisco, e com todo meu talento, representei uma flor. É, não falava nada! Quando a cortina se abria para iniciar o espetáculo e ao final antes de cerrá-las, havia um canteiro de flores, todas vestidas com maiô, meia e sapatilhas verdes de bailarina, para representar o caule, e na cabeça cartão colorido em formato das pétalas. Dançávamos uma musica sem sair do lugar. Segundo minha vizinha a Roselí, que já tinha 15 anos na época, eu fui a pior de todas as flores,  “dura e sem molejo”. Uma adolescente pode ser cruel. Ou seria inveja? Não, eu devia ter sido ruim mesmo pois ficava na última fila. As fileiras da frente sempre é para quem dança melhor. Tá né!

Adorava as aulas de Organização Social e Políticas Brasileiras, OSPB, que vigorou durante o Governo Militar nos anos da repressão e ditadura. Não sabia que era a forma do governo manipular minha opinião. Embora me julgasse tão inteligente, eu sabia tão pouco!

Da professora de português, eu não tive do que reclamar. Dona Ivani. Perfeita! Os alunos liam um livro e o contavam para o restante da classe, em pé, na frente da sala. O povo tinha pavor! Eu adorei! Contei “Capitães de Areia” de Jorge Amado, com os pormenores de quando ela perde a virgindade no barco, as crianças congelaram. Talvez aí tenha percebido meu poder de magnetizar a platéia. Lembro bem desse dia. Bem como do dia em que lí uma redação sobre uma palavra a ser encontrada no dicionário, que empreguei elogiando a professora. Passei uma tarde inteira fazendo a lição de casa, mas confesso, ficou linda demais. Ela até chorou. Não sei se com o elogio ou pela qualidade da minha lição. Eu me emociono quando meus alunos fazem um trabalho com excelência.

Geografia? Tinha que colocar papel de ceda sobre o desenho e copiar os mapas, depois colorir e colocar os nomes dos estados. Meu Deus! Hoje se busca a imagem no Google, imprime e entrega para o professor. Nem ao menos os alunos se dão ao luxo de ler! Eu aprendí Geografia.

No colegial, o professor de Matemática era apelidado de “Tigre da Mala Preta”, pois usava somente roupa preta e uma mala 007. Apavorante! O de História era bem mais velho que os demais, já idoso, tive dificuldade na matéria. Foi a única vez que tive dificuldade com uma disciplina. O professor era distante, e eu gostava de professor presente.

Me lembro mais dos colegas do que dos professores nessa fase. Claro! Eu era adolescente, estava mais para os amigos e as descobertas. Quantas!

A faculdade, a pós e a especialização também teve seus mestres, bons e não tão bons, mas paro por aqui pois já extrapolei o limite proposto por post. Apenas garanto que aprendí muito.

Aprendí História, Psicologia, Custos, Administração, Informática, Projetos, Sociologia, ao longo dos últimos anos. E aprendí a valorizar os professores que durante todas essas décadas fazem parte da minha vida, fazem parte da minha história, mesmo que esquecida pelos caprichos da memória, que seletiva, escondeu os nomes da maior parte dos professores e das coisas que vivemos juntos.

Eles não sabem quem sou eu hoje, muitos com certeza já morreram, mas cada um deles teve papel importante para formar o meu eu, desenvolver alguma aptidão, um traço de minha personalidade.

A escola para mim era o melhor lugar do mundo, eu adorava ir para o Maria da Glória, para o Caetano de Campos, para a São Judas, o IBTA, a PUC, como adoro ir para a Metô agora.

Em cada disciplina um mestre, em cada lição um ser humano, em cada frase deste post uma homenagem e minha gratidão por tudo o que meus professores, cada um e todos, representam na minha trajetória de vida!

Obrigada, obrigada, obrigada!Papel de Parede do Windows Live Galeria de Fotos

Da aluna,

Maisa

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Analfabetismo cresce no Brasil

Amigos do Blog Feliz da Vida! Dá para acreditar numa notícia dessas?

Pleno 2013?

Notícia do portal Terra de hoje:

IBGE: analfabetismo cresce pela primeira vez desde 1998

“O analfabetismo no País, que vinha em queda constante desde 1998, voltou a crescer no ano passado, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Foram identificadas 13,2 milhões de pessoas que não sabiam ler nem escrever, o equivalente a 8,7% da população total com 15 anos ou mais de idade. Em 2011, eram 12,9 milhões de analfabetos, o equivalente a 8,6% do total. Em 2004, a taxa de analfabetismo brasileira chegava a 11,5%. Os dados estão na Pesquisa Nacional Por Amostra de Domicílios (Pnad 2012), divulgada nesta sexta-feira. O levantamento consultou 147 mil domicílios em todo o Brasil.”

A taxa de analfabetismo funcional diminuiu mas é assustadora ainda, foi estimada em 18,3%.

Dói no peito ler uma notícia assim.

Leia a notícia completa ANALFABETISMO

Carta de repúdio ao Enade

 

O Brasil exige nossa atenção. Muita coisa esta acontecendo com a entrada constante dos grandes conglomerados na educação superior.

Leiam notícia divulgada no site da Angrad:

“O Fórum das Entidades Representativas do Ensino Superior Particular encaminhou ao MEC (Ministério da Educação) uma carta de repúdio ao Enade (Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes).”

O documento alerta que falta de compromisso de parte dos estudantes prejudica a avaliação das escolas quando entregam o exame em branco ou escrevem respostas não condizentes ao esperado, como receitas de bolo ou hinos de time de futebol, como noticiado na mídia recentemente.

O Enade é um exame anual para avaliação do ensino superior mas o aluno que boicota o Enade não sofre punição e a nota individual dos alunos não é divulgada, apenas a nota geral do curso avaliado é pública, esse é o problema no Enade que compromete os resultados.

Leia a notícia completa ENADE

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Primavera!

Leitores floridos e coloridos do Blog Feliz da Vida! Primavera!

Replico post do Blog anterior que resgatarei aqui.

Existe melhor maneira para começar o dia do que observando a beleza da natureza? Na cidade temos algumas opções para o convívio com o belo e eu aproveito algumas delas.

Antes do trabalho madrugando é possível comprar flores no Ceagesp, ou apenas passear pelos seus corredores enchendo os olhos e a alma de formatos e cores diversas.
Na sexta estive lá pela manhã. Tinha que comprar umas flores para a manutenção no jardim de uma cliente de paisagismo, aproveitei para comprar um conjunto de orquídeas e outras flores para renovação do meu jardim também.

E já que estava lá (adoro o Jaquê) aproveitei para comprar uma muda de ipê amarelo para meus alunos plantarem em Cruzeiro - eles comentaram que gostaram muito do meu, postado no blog. Vou presenteá-los e daqui a apenas alguns anos estará lindo como os meus.


Convido os leitores felizes do Blog Feliz da Vida! a aproveitarem a chegada da minha prima, a Vera, para renovar os seus jardins, compre mudas e flores novas, jogue fora (sem dó) as mais antigas e que já estão feias, plante as novas e replante as que ainda estão fortes, afofe a terra, adube.

Enfim, faça com que RENOVAÇÃO seja a palavra de ordem nesta Primavera, renove o seu jardim, e renove a sua mente.


Os pensamentos são como flores, precisam ser regados: pense positivo, pense com fé, acredite em sua capacidade ilimitada e realize de acordo com seu pensamento. Tudo é possível aquele que acredita.
Acredite em você, deixe sua luz brilhar e faça de seu local de trabalho um jardim florido de bons pensamentos, energia positiva, otimismo e fé.


O paraíso está dentro de você, como o inferno pode estar também se você permitir. Céu e inferno são estados de espírito. Permita apenas o bem, e ele preencherá sua vida, como as flores preenchem os campos de beleza e graça. Permita-se! Renove-se! Mas comece já!

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Oração do Administrador

 

Felizes amigos administradores, estudantes de administração e “simpatizantes” dessa profissão que está em todos os lugares.

adm

Nove de setembro é o "Dia Nacional do Administrador", por ser a data de assinatura da Lei nº 4769, de 9 de setembro de 1965, que criou a profissão de Administrador. O dia do Administrador foi instituído pela Resolução CFA nº 65/68, de 09/12/68.

Parabéns pelo seu dia. Minha homenagem em forma de oração.

"Senhor, diante das organizações devo ter CONSCIÊNCIA de minhas responsabilidades como ADMINISTRADOR. Reconheço minhas limitações, mas, humildemente, junto com meus companheiros de trabalho busco o consenso para alcançar a SOLUÇÃO e tornar o trabalho menos penoso e mais produtivo; Senhor, despido do egoísmo, quero crescer, fazendo crescer, também, os que me cercam e que são a razão de minha escolha profissional; Senhor, ADMINISTRE o meu coração para que ele siga o caminho do bem, pois, a mim caberá realizar obras sadias para tornar as organizações cada vez melhores e mais humanas."

Adm. Rui Ribeiro de Araújo CRA/DF nº 2285

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

CONVITE:Resistir à barbárie salvando vidas. A determinação heróica de Irena Sendler

Amigos pacíficos e pacificadores do Blog Feliz da Vida! Temos muito trabalho pela frente nesses tempos de desumanização nas relações sociais.

Compartilho convite da Lia Diskin Co-fundadora da Palas Athena para o

107º Fórum do Comitê da Cultura de Paz:

Mui queridos parceiros na Cultura de Paz,

Com grande alegria convido para o 107º Fórum do Comitê da Cultura de Paz, terça-feira, 10 de setembro às 19 horas, no grande auditório do MASP. Na ocasião o Rabino Michel Schlesinger (Congregação Israelita Paulista) e o Cônego José Bizon (Arquidiocese de São Paulo) falarão sobre Resistir à barbárie salvando vidas. A determinação heróica de Irena Sendler, lembrando a vida e feitos dessa mulher extraordinária que não sucumbiu nem ao terror nem ao horror do Gueto de Varsóvia.

Este Fórum, em adesão ao Dia Internacional da Cultura de Paz (21 de setembro), também será o cenário do lançamento do livro A história de Irena Sendler. A mãe das crianças do Holocausto, da jornalista polonesa Anna Mieszkowska, publicado pela Palas Athena Editora.

Em adesão ao Dia Internacional da Cultura de Paz, que se celebra no mundo todo em 21 de setembro, destinamos este fórum para evidenciar a vida singular de Irena Sendler. Por uma interessante coincidência, seu nome, em grego, Eirene, significa paz.
Onde estão os limites do humano? O que leva uma pessoa a pôr em risco a própria vida para salvar outras? E se essa pessoa faz isto não uma vez, mas milhares de vezes? Como qualificar tamanha ousadia? Estas são algumas das perguntas inevitáveis quando conhecemos os feitos de Irena Sendler que, com pouco menos de trinta anos, enfrentou o horror e o terror da ocupação nazista na Polônia e, na condição de assistente social, conheceu as entranhas de uma máquina mortífera.


Planejamento, coordenação zelosa de sua equipe de apoio (ela era chefe da divisão das crianças no movimento clandestino de resistência polonês), método e criatividade foram as vias que Irena encontrou para resgatar mais de 2.000 crianças e adolescentes do Gueto de Varsóvia, onde haviam sido confinados os judeus da cidade. Livres da morte certa, as crianças eram então encaminhadas para conventos e igrejas e, depois, com documentos falsos, para famílias polonesas, que por sua vez enfrentariam os riscos de serem descobertas.
Se uma palavra pode resumir esta pessoa, e pode, é simplesmente heroísmo. Talvez o maior dos heroísmos, pois praticado por uma pequena mulher anônima, católica, que nada ganharia em troca de sua ação. Ela foi presa, torturada e condenada à morte pela Gestapo, mas nunca revelou o nome de seus companheiros da resistência. Tendo escapado, retomou o seu “trabalho”: salvar da morte quantas crianças pudesse. Depois da guerra, continuou seu trabalho social, e viveu ainda uma espécie de segunda clandestinidade, imposta pelas autoridades pró-soviéticas da Polônia, até o final dos anos 1980.

10 de setembro de 2013 • terça-feira • 19 horas
Auditório do MASP ▪ Museu de Arte de São Paulo
Av. Paulista, 1578 - São Paulo/SP - Estação Trianon-Masp do metrô
Não é necessário fazer inscrição antecipada – ENTRADA FRANCA

Será muito gratificante contar com tua presença para celebrar a vida desta gigante da Cultura de Paz.