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quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Recordar é viver - A série - Pré-ocupação - uma força auto imposta


Ontem à tarde no trânsito passei por um período de chuva muito forte. Daquelas que somente se vê um metro à frente. O céu foi ficando escuro, escuro, e cabrummm! Desceu aquela "enxurrada" do céu. Estava na Avenida Radial Leste sentido centro. Ao final da Radial, olhando para o viaduto havia muita luz. Eu ainda estava na chuva, mas já via o sol do fim de tarde. Me aproximando do viaduto, fui saindo da área da chuva e olhando para cima a cena era muito linda, duas nuvens muito, muito escuras cobrindo o céu, e no meio, o sol se "infiltrando" por entre elas e iluminando com seus raios uma vasta extensão do viaduto. E a luz foi se ampliando e tomando conta de tudo. Em pouco tempo estava sendo coberta pela luz e aquecida pelo seu calor. As trevas não tem poder maior que a luz! Que revelação! Ao final da escuridão, sempre vem a luz!

Amigos, que você possa ver a luz e receber de seu calor, e ser confortado, consolado, resgatado.

Republico um post de janeiro de 2009, como parte da série de posts "Recordar é viver". Sua mensagem, parte de um curso sobre Inteligência Emocional que estava ministrando, continua ativa e merece ser lida, "Pré-ocupação - uma força auto imposta":

 Na aula de ontem tratamos de entender um pouco como funciona a preocupação nas nossas vidas.

Quando você se preocupa, está se ocupando antes (pré-ocupação) de um assunto ou problema que ainda não aconteceu. Você está se antecipando aos assuntos e ocupa sua mente no tempo errado. Vive no futuro. Qual é a consequência?

Deixa de ocupar os seus pensamentos com os assuntos do presente, não dedica tempo suficiente para eles, perde o foco no hoje, e talvez com isso, cria um problema deixando assuntos não resolvidos.

Não é interessante? Você não ocupa os pensamentos com os assuntos do presente, não os resolve criando um problema para o futuro porque estava ocupando hoje seus pensamentos e energia com os assuntos do futuro, que talvez nem chegue a se concretizar. Insano!

Nos sanatórios, um lugar que não queremos nunca conhecer, os casos mais recorrentes são de pessoas com preocupação, ansiedade e medo.(falaremos dos outros dois outro dia).

A palavra inglesa worry (preocupação) deriva da palavra estrangular, sufocar.

Se eu agarrar agora seu pescoço, interrompendo-lhe o ar, estarei fazendo o mesmo que você faz a si mesmo quando se ocupa antes dos assuntos, ou seja se preocupa

 
DICA DE HOJE:

PRÉ-OCUPAÇÃO : Apague este comportamento assassino da sua vida!


Acesse o vídeo do Bobby Mcferrin, Dont worry  be happy no link abaixo, assobie, cante, seja feliz!
 
http://www.youtube.com/watch?v=yjnvSQuv-H4


A publicação original é do blog anterior, que  vale a visita http://malves.blog.terra.com.br/

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Bom humor na sala de aula. A percepçao do "Eu" e do "Outro".

Amigos leitores do Blog Feliz da Vida! Certa vez uma aluna, do tipo que chega atrasada e não sorri nunca, reclamou de meu senso de humor. As críticas devem nos levar a reflexão na busca de sua validade. Refleti e conclui que até poderia ser uma professora rabugenta (o tipo existe), mas como só posso dar aquilo que tenho, e por ser uma pessoa feliz e alegre, optei por manter o bom humor.
Certa vez uma colega do mestrado me deu uma cópia do artigo “Humor, educação e pós-modernidade” de José Sterza Justo, professor da UNESP, que guardei com muitos outros para ler quando tivesse tempo, ou seja, nas férias. Julgando-o muito apropriado, abaixo resumirei e comentarei pontos do artigo agora lido.

O ser humano tem duas expressões afetivo-emocionais básicas: rir e chorar. O choro manifesta-se como seu primeiro pronunciamento como sujeito no mundo. O riso aparece depois por volta do segundo mês de vida. Começa com movimentos sutis no canto da boca enquanto o bebê dorme e daí para frente deixa claro as sensações de prazer e alegria que o acompanham. Com o tempo torna-se mais intenso, frequente, culminando na gargalhada da criança.
Imagem: publicdomainpictures.net
O riso se manifesta no bebê mediante a percepção da figura humana, ele ri quando visualiza o rosto do outro. “O riso e a alegria, portanto, acompanham esse acontecimento fundamental e decisivo para a constituição do sujeito: a descoberta concomitante do “Eu” e do “Outro”...e se estenderá para outros acontecimentos e relação do sujeito com o mundo”

Claro, nem tudo será harmonioso na vida dessa criança, mas há formas de diminuir o peso das angústias no enfrentamento de conflitos e dificuldades, o emprego do humor.

O humor suaviza o enfrentamento de situações problemáticas e constrangedoras travestindo o sentido do que está sendo expresso na linguagem e na interação.
Uma vez estabelecidos os conceitos (mais amplos que essa transcrição inicial) procurei focar nos aspectos do humor na sala de aula. Geralmente, nós professores não lemos por ler, lemos para aprender, lemos estudando. Vejam o que encontrei:

“No espaço micropolítico da sala de aula, o humorismo ressoa profundamente nas subjetividades e nas relações estabelecidas. Pela via do humor se abre a possibilidade de expressões de ideias e afetos contidos e policiados, sob o patrocínio de uma atmosfera mais tolerante, licenciosa, flexível e permeada pela alegria e desenvoltura... A descontração propiciada pelo riso permite a superação de inibições e maior arrojo do sujeito na expressão de seus pensamentos e sentimentos e na sua exposição ao grupo.”
O artigo expõe como o humor pode ter também um efeito maléfico, como na situação do aluno que “não deixa passar nada” e faz interações cômicas constantes, muitas vezes para provocar o professor, algum colega ou badernar. São propósitos vinculados à perversão, como nas situações em que o humor e as piadas são empregadas para desqualificar e ridicularizar o outro.
Esse tipo de humor perverso resulta muitas vezes de preconceito e resulta em violência.

Nota que o humor como instrumento de linguagem e socialidade (relações que se desprendem das normatizações), se faz presente nos relacionamentos informais, aparecendo mais em momentos de desconcentração. Na sala de aula, quando ocorrem momentos de desconcentração e “discursividade lúdica”, fica visível o espírito de comunhão total no riso largo frente a um gracejo espirituoso. Nesse momento está sendo compartilhado um sentimento coletivo de alegria.

“A apropriação do humorismo pela pedagogia é inevitável dentro do quadro atual de flexibilização, expansão da linguagem... e pode contribuir para retirar dos afazeres de ensino-aprendizagem aquela atmosfera carregada de sisudez, pesar e sofrimento. O tom de alegria e desconcentração do humor pode tornar mais prazerosa e divertida a convivência com os pares na sala de aula e com as tarefas relacionadas ao conhecimento.”

Você já viu como os professores de cursinho pré-vestibular colocam humor na construção das aulas?
Observa ainda que a pedagogia do humor não tem como aspirações a disciplina e a sujeição, mas não pode, por outro lado, significar baderna e falta de compromisso, e também que, a convivência com o humor implica disposição para lidar com atitudes de subversão criativa da linguagem e das relações sociais; e é justamente esse sujeito criativo, capaz de transpor limites que é demandado pela sociedade, mais do que o sujeito reto, compenetrado, sério e intransigente.

Finaliza orientando que estejamos atentos para que o humor não se coloque a serviço da banalização, alertando que a cultura pós-moderna é invadida por um senso de superficialidade.
Não banalize as relações, a alegria não é um sentimento banal.

Então, está aí minha escolha. Sou movida a bom humor, muita coisa me anima, o cubo enorme de gelo no suco, o guarda volumes nas rodoviárias, o colchão na sala abrigando a família como num ninho, o “melhor bolinho de bacalhau do mundo”, gente do Piauí, SC, MG, SP, gente, adoro gente. De toda cor. Alegra-me os livros, muitos livros, o mundo dos livros, os alunos e o ensino.  
A frase acima é inspirada em frase da professora Marta Rovai, proferida no Encontro de História Oral, na Unicamp, quando nos conhecemos, que assim finalizou sua fala no grupo de discussão que coordenava: “Gente é lindo! Será que sou uma deslumbrada?” Como eu, pelo menos é bem-humorada!

Os temas abordados pelo artigo são muito mais amplos que os aqui comentados, compilados para o objetivo do post. Vale sua leitura completa que possibilita outras análises sob olhares variados. O artigo pode ser lido no link abaixo à partir da página 103.
Artigo Humor, educação e pós-modernidade

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

2014 - Ano Novo - Faça dele um ano de convívio - Um Banquete com Dante Alighieri

Amigos felizes do Blog Feliz da Vida! Agradeço sua visita às cerca de 60 postagens ao longo do ano que finda. Abordamos temas diversos, da administração ao feminismo, do preconceito à solidariedade, da educação à Cultura da Paz, dos Direitos Humanos à superação, das reflexões filosóficas à neurociência, do autoconhecimento à praticidade da Bíblia, do caos no trânsito ao impacto do desenvolvimento à dignidade humana, do desenvolvimento do Brasil à desigualdade de renda, das mazelas da sociedade às ideologias, do Maluco Beleza ao Homem Vitruviano, dos protestos e manifestações à Mandela, ícone do ano, das mensagens de suprimento ao poder do pensamento, enfim, tivemos um ano produtivo e construtivo na busca do desenvolvimento do ser.
Esse espaço deseja contribuir com seu desenvolvimento mental. Por isso, nessa época de festas, de mesa farta e de aproximação entre as pessoas que compartilho as ideias de “Convívio” ou “Banquete” escritos pelo poeta italiano Dante Alighieri entre 1304 e 1307.
O livro está dividido em quatro “Tratados”, escolhi compartilhar o quarto, que trata de temas “filosoficamente amenos” como a amizade, fidelidade, felicidade, juventude, velhice, ética nos atos e costumes, comportamento em sociedade privilegiando o bem, o bom cidadão, a harmonia do homem com a natureza e com seus semelhantes.
Muito a ver com esse Blog! Razão de partilharmos esse banquete, oferecida por ele e aqui por nós, numa “mesa farta do saber” com base no livro Dante Alighieri, o Poeta Filósofo, de Carlos Zampognaro publicado na Coleção Pensamento & Vida pela Editora Escala, e comprado a preço acessível nas máquinas nas estações do Metrô. (Dante desejava partilhar o saber, iria ficar feliz ao ver os clássicos vendidos nestas máquinas).

A abertura do “Tratado” aborda a necessidade do saber e a importância do conhecimento “o banquete do intelecto”. No saber, reside a perfeição da nossa alma, e a natureza humana nos leva a desejar o conhecimento. Infelizmente, diz, alguns homens não pode encontrá-lo devido a problemas físicos, aos vícios (que o envolvem tanto que se descuida de todas as outras coisas), das obrigações civis (que lhes ocupa muito tempo) e da preguiça ou defeito do lugar onde nasceu (que o priva do acesso ao conhecimento e ao contato com os estudiosos). Todas essas causas são dignas de abominação, pois “a falta de conhecimento diminui o valor do indivíduo” de 3 formas: puerilidade de ânimo (viver segundo os sentidos e não pela razão, como crianças), a inveja (se considera menos privilegiado devido à excelência dos outros) e à imperfeição humana (que lança sombras sobre a bondade apresentando-a como menos valiosa do que realmente é).
Defende o uso da língua popular em substituição ao Latim para que as pessoas comuns possam entender a obra e ela atinja e beneficie a todos. Como professora compartilho desse sentimento e me alegro pelas tecnologias de hoje que propiciam maior acesso ao saber.
Por fim, aborda a retidão moral, que se revela pela bondade (nobreza, propensão para o bem, o bom, o socialmente justo). “Deve-se saber que o homem é composto de alma e corpo e a nobreza está na alma como uma semente de virtude divina” (Vale a leitura em detalhe da sua concepção de semente e sua germinação, não contempladas neste post por limitações de espaço e foco).
Discorre sobre a bondade como fonte de benefícios e felicidade. “O homem deve empenhar-se com arte e solicitude em conceder sempre que possível benefício que seja útil a quem o recebe”.

Concebe o uso de nossa alma como duplo: prático e especulativo. Prático (operativo) no sentido de podermos agir por nós mesmos de modo virtuoso, com prudência, honestamente, com temperança, fortaleza e com justiça. E de modo especulativo, que se refere à contemplação não de nosso modo de agir, mas de se considerar as obras de Deus e da natureza. Esses dois modos de ânimo (alma) são nossa bem-aventurança e nossa felicidade.

Por fim, divide a vida humana em 4 etapas (idades): adolescência, juventude, maturidade e velhice.
Chamou-me a atenção, por eu trabalhar com pessoas dessa idade, que define a juventude como “a idade de quem pode ser útil”, apontando as virtudes da juventude: cortesia, lealdade, amizade sincera, amor, fortaleza, temperança, e outras. Da idade madura: prudência, justiça, magnanimidade e afabilidade. As virtudes “revelam a felicidade de viver”.

Escreve sobre a experiência da velhice quando se deve voltar a Deus e bendizer o caminho que percorreu enquanto foi reto, bom e sem sobressaltos. Compara a morte a uma viagem, em que o marinheiro recolhe suavemente as velas e reduz a velocidade do barco “volta-se para Deus com toda a sua disposição e coração aberto, de tal maneira a chegar ao porto com toda suavidade e paz”.  
Nessa idade, segundo Dante, a alma nobre bendiz os tempos passados, e pode muito bem bendizê-los porque “revolvendo sua memória, relembra suas boas obras sem as quais não poderia chegar ao porto com tamanha riqueza e grandes lucros”.

Encerra citando o bom mercador “Se não tivesse passado por esse caminho, não teria conseguido este tesouro e não teria do que me alegrar em minha cidade da qual me aproximo” (Tratado IV cap XXVIII).
Profundo, e que merece bastante reflexão não? Mormente por se tratar de aspectos do comportamento do homem na sua condição social. Quem é esse homem? Você, eu, seres sociais, convivendo numa sociedade em que os valores parecem se perder em meio à disposição de ter maior que a disposição de ser.

Esta é nossa mensagem de Ano Novo, que possamos relembrar o ano que termina como produtor de boas obras, e que na próxima etapa, pensando em 2014 como a cidade da qual nos aproximamos, cada um de nós possa se alegrar ainda mais com as boas obras que iremos produzir.
Na “morte” de 2013, pare um pouco para contemplar a sua alma, diminua a velocidade do barco e rememore o que fez de bom. “Busque a Deus com toda a sua disposição e coração aberto, de tal maneira a chegar ao porto (2014) com toda suavidade e paz”.  

Faça de 2014 um ano de virtudes, de bom comportamento social, crie oportunidades de praticar a bondade, assim encontrará a felicidade tão desejada pela alma humana.
Ainda de Dante, sobre a juventude, “ninguém pode dar o que não tem”. Que tenhamos uma alma virtuosa, ela manterá nosso corpo luminoso, para que tendo, possamos dar (conceder benefícios a quem os recebe).

Amém! Feliz Ano Novo!

As ideias vão muito além desse “recorte”, pena que o livro está disponível para download apenas no idioma original, Italiano, no site Domínio Público Convívio - Dante

O Professor Emanuel França de Brito da USP, explica no ensaio Tradução parcial e comentada do Convívio de Dante, as dificuldades de tradução (“abismo cultural e linguístico”) de sua obra Ensaio - Profº Brito
Você pode baixar também com o iBooks no seu Mac ou dispositivo iOS, e em seu computador com iTunes. Download iTunes

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Homenagem natalina a Norman Vincent Peale e seu “Poder do Pensamento Positivo”

Amigos positivos do Blog Feliz da Vida! e amigos entristecidos em busca de mudança, esse blog trata de um tema transformador, o poder do pensamento positivo.

O pensamento positivo teve como grande expoente o escritor Norman Vicente Peale, que foi pastor, escritor, radialista, editor de revista e conferencista muito aclamado nos Estados Unidos a partir da crise americana dos anos 1920, trabalhando até sua morte, na véspera de Natal, vinte anos atrás, aos 95 anos de idade. Seu trabalho foi cunhado como “terapia espiritual”, uma vez que relaciona uma mente positiva à manutenção da saúde.

Na sua época as igrejas eram muito grandes, comportavam em média 3 mil pessoas para um sermão, e ele viajou o pais e o exterior fazendo palestras, além de ter programa no rádio, assim é conhecido também como ministro dos "milhões de ouvintes”.

Em seus livros reproduz as histórias contadas pelas pessoas que pediam ajuda em oração para se curarem de doenças, sentimentos de mágoa, pesar, tristeza, entre outros, e de vícios os mais diversos.

Ele relata o processo de oração e o resultado do caso. Utiliza-se do que hoje as universidades utilizam para o ensino dos seus alunos, os chamados “cases”, esclarece o procedimento e o resultado obtido, no caso de seus pacientes, a cura recebida.

Nessa época de fim de ano em que paramos para refletir sobre nosso comportamento e os resultados obtidos ao longo do ano, a literatura do Norman indica como analisar a qualidade do nosso pensamento. Indico sua leitura para energizar sua mente e abrir sua vida para possibilidades infinitas.

Para que você conheça a literatura do Norman transcrevo um de seus cases do livro “É fácil viver bem”:

Norman estava em New Hampshire, em um retiro, quando recebeu um telefonema de um superintendente de uma fundição de aço, pedindo conselho para tomar uma decisão importante no trabalho. Uma transferência onde trabalharia com um chefe do qual não gostava, ou manter-se onde estava. Norman aconselhou-o a orar para suprimir o sentimento negativo quanto ao novo chefe.

 "Nunca conseguirá uma resposta positiva enquanto sua mente estiver dominada por um pensamento negativo.”  Daí segue com dicas importantes que valem para cada um de nós, para vários tipos de situações: “Nunca procure raciocinar por meio de suas emoções. O cérebro é para pensar e apenas um pensamento racional unido ao processo de oração conduzi-lo-á a uma decisão acertada”.

O homem afirma não ser religioso ao que Normam respondeu: "A religião é metodologia científica para se estudar um meio de resolver problemas".

- Mas tenho um prazo. Retrucou o ouvinte.  "Pare de se preocupar em prazos e trate de praticar uma atitude de calma e serenidade. Reze para ter paz de espírito. Coloque, confiantemente, o seu problema nas mãos de Deus. Se entregue com fé e confiança e há de ter a resposta para uma decisão acertada, no prazo estabelecido".

Ao final, a solução foi surpreendente. O homem ao final recebeu uma promoção que não fora antes mencionada, que revelou-se com o tempo a melhor opção.

Gosto também de uma orientação sobre a necessidade de paz interior:  Em um avião, Norman sentou-se ao lado de um grande empresário, um verdadeiro "dínamo de energia diretriz, que irradia serenidade e impressionante força”. Ele pergunta ao homem qual é o segredo para ter tanta energia?
"É simples"....disse o homem "começo e termino cada dia bem calmo. Repito pela manhã e à noite quatro asserções repetindo lentamente e meditando sobre cada uma:  Uma, de Confúcio: "O caminho do homem superior é tríplice: virtuoso, fica livre de ansiedade; sábio, livra-se das perplexidades; corajoso, exime-se do medo".  A segunda é de Robert Louis Stenvenson: "Sente-se corajosamente na sala da vida".  A terceira é da grande mística do Séc. XVI, Santa Teresa: "Não permita que nada o perturbe, não permita que nada o amedronte. Tudo passa, com exceção de Deus. Apenas Deus é suficiente.”  A quarta asserção é uma citação de Isaias “No sossego e na confiança está a vossa força” (Isaias 30:15)”.

Norman sugere que cada pessoa decore citações que o ajudem a manter positivo seu pensamento.

Poderá recorrer a elas para energizar seu corpo sempre que necessário.  Compartilho ainda outra prática indicada por Norman, a prática do silêncio para superar a tensão:  “Diariamente, numa certa hora, é bom observar um período de absoluta quietude, pois há um poder curativo no silêncio. Dirija-se a um lugar tranquilo. Não converse; não faça nada; coloque a mente na posição mais neutra possível; mantenha o corpo tranquilo e conserve-se em absoluto silêncio. Carlyle declara: “O silêncio é o elemento no qual se forjam as grandes coisas.” Wilian James disse: “É tão importante cultivar o seu poder de silêncio, como o seu poder de falar”.  O silêncio, praticado até que nos tornemos hábeis no seu uso, tem o poder de penetrar neste íntimo centro da mente e da alma, onde a divina quietude curativa pode ser experimentada. ‘Aquietai-vos e sabei que eu Sou Deus’ (Salmos 46:10)”

Observe o poder dessa fórmula que sugere: “Coloque seu problema nas mãos de Deus. Mantenha-o na mente consciente durante um momento, apenas o tempo suficiente para que seja claramente formulado. Depois pense que o problema vai ser resolvido à maneira de Deus, que é o meio acertado. Descanse o espírito e creia firmemente que a paz curativa de Deus está em contato com sua mente, que os empecilhos que entravavam a divina orientação, estão sendo removidos. Descanse a mente, o corpo e alma no Todo-Poderoso e deixe que sua resposta flutue no alto de sua mente consciente”.

Por último, dado ao espaço do post não ao limite do trabalho do “meu amigo” Norman, as últimas indicações “terapêuticas espirituais”: a prática da alegria revela sua personalidade e libera suas forças, dá melhor saúde e estimula o entusiasmo. “Lubrifique o corpo com pensamentos alegres. Erga-se da depressão, ela deixa seu espírito turvo, pensado negativamente...Podemos aumentar o número de intervalos de luminosidade mental e superar a depressão se: (1) quiser que se processe a mudança, (2) se fizer o que for possível, tudo, para livrar-se dela... Uma eficiente pratica para eliminar a depressão e erguer o espirito é a prática da substituição de pensamentos. Nossos espíritos caem porque nossos pensamentos caem.”

A prática de usar palavras de fé renova e muda a nossa vida. Essa pratica pode realizar uma transfusão no espirito, inoculando pensamentos novos e vivificantes e ideias animadoras no cérebro. O cansaço vai-se embora e a depressão desaparece.

Quando se relembra os vinte anos da passagem do Norman homenageio-o por suas ideias permanecerem vivas e vivificando seus leitores.

Que o Blog Feliz da Vida! te impulsione, amado leitor, a substituir qualquer pensamento de fraqueza por um pensamentos de força, o negativo pelo positivo, o de ódio pelo de amor, o sombrio pelo elevado, na mesma hora em que ocorram, sem deixar para anulá-los depois.

Pratique para desenvolver o hábito.  Feliz Natal!

Pense bem! Aja certo! Viva bem!  Seja feliz!

Leia post em blog anterior sobre o livro “Você pode se achar que pode” http://malves.blog.terra.com.br/2009/01/20/voce-pode-se-acha-que-pode/

O livro “O poder do pensamento positivo” pode ser lido parcialmente em Livro

Ouça biografia do Norman em inglês no Youtube Biografia

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Curso My English Online, oferecido pela CAPES/MEC–gratuito

Amigos do Blog Feliz da Vida. Fim de ano chegando, planos sendo elaborados, desejos de progresso pessoal…

Indico a vocês um curso on-line gratuito para começar 2014 com “sangue nos olhos”.

A Capes está oferecendo curso de inglês on-line, destinado aos alunos de graduação e pós-graduação, de instituições de ensino públicas e privadas brasileiras.  image

A iniciativa faz parte do programa Inglês sem Fronteiras, criado pelo Ministério da Educação (MEC) com o objetivo de incentivar o aprendizado do idioma inglês, bem como propiciar uma mudança abrangente e estruturante no ensino de idiomas estrangeiros nas instituições de ensino superior do país.

O curso My English Online, oferecido pela CAPES/MEC, contempla desde o nível mais básico até os níveis mais avançados, preparando o estudante para os exames de língua inglesa solicitados para admissão em instituições acadêmicas no exterior.

O curso My English Online possui 05 níveis de ensino, é gratuito* para o aluno e exige responsabilidade com o cumprimento de etapas de estudo.

Requisitos: · Cursando curso de nível superior em instituição pública; ou · Ter obtido pelo menos média de (seiscentos) pontos no ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio) caso esteja cursando curso superior em instituição privada; ou · Ser aluno de pós-graduação em programa de Pós-gradução recomendado pela Capes

Para inscrições acesse o site www.myenglishonline.com.br

domingo, 15 de dezembro de 2013

Mandela - Resiliência e gratidao

Amigos do Blog Feliz da Vida! Feliz por existir pessoas na terra capazes de torná-la um lugar melhor para se viver. Feliz por ter vivido na mesma época que o líder Mandela, que homenageio neste post.

Resiliência é uma palavra que gosto muito, e emprego-a neste para designar o líder enterrado hoje, em concordância a artigo publicado no Jornal do Brasil de hoje. Que assim define a resiliência:

“Resiliência é originalmente um conceito físico, que representa a capacidade de alguns materiais de acumular energia quando submetidos a tensão, sem sofrer ruptura após o estresse sofrido. Nas pessoas, representa a capacidade de, após momentos de adversidade, se adaptar, ou até mesmo evoluir após a experiência.”

Segundo o autor a palavra foi uma das mais usadas pelos que discursaram durante o funeral do líder Mandela que fez de sua longa vida uma luta contra o apartheid e as desigualdades.

Dentre as homenagens que ouvi e li, destaco a homenagem prestada pelo Professor de Ciência Cristã, Orlando Trentini, em seu site:

“[Mandela]...é um exemplo a ser imitado em todo o planeta, por homens e mulheres insatisfeitos com as situações precárias, difíceis e injustas de seu povo. A importância do exemplo de Nelson Mandela é ter ele contribuído para a reforma política e social em seu país, por meios pacíficos e democráticos. Mandela teve a visão e atuação de um verdadeiro estadista visando o bem de todo o povo e do país, mesmo com sacrifico próprio e de seus interesses pessoais e da família. Homem íntegro, honrado, conhecedor dos seus direitos e cumpridor de suas responsabilidades. Feliz e próspera a nação que tem filhos e filhas desse quilate moral.”

Segundo o Jornal do Brasil no julgamento em que foi condenado à prisão perpétua Mandela fez sua própria defesa, como advogado, eis o final de sua defesa:

"Durante a minha vida, dediquei-me a essa luta do povo africano. Lutei contra a dominação branca, lutei contra a dominação negra. Acalentei o ideal de uma sociedade livre e democrática na qual as pessoas vivam juntas em harmonia e com oportunidades iguais. É um ideal para o qual espero viver e realizar. Mas, se for preciso, é um ideal pelo qual estou disposto a morrer".

Na prisão, informa o professor Trentini, Mandela fazia trabalhos forçados de quebrar pedras. Seus direitos: receber uma única visita de 30 minutos por ano, e receber um jornal diário para se informar dos acontecimentos no seu país e no mundo. Ele escolheu receber o jornal internacional The Christian Science Monitor, que passou a ser “a sua janela para a liberdade durante os 27 anos de prisão”.

O Monitor é um jornal independente fundado por Mary Baker Eddy em 1908. O Christian Science Monitor é um porta voz dos direitos humanos internacionais.

O professor narra sua emoção no dia que conheceu pessoalmente o líder africano na sede do Monitor:

“Certa manhã de junho ao sair do prédio da Sociedade Editora ...vi um senhor seguido por seguranças. Sua fisionomia não me era estranha, mas me surpreendeu vê-lo caminhando sozinho, sem ter um grupo de pessoas à sua volta. E sem que sua presença tivesse sido previamente anunciada pela mídia. Como viesse em minha direção também mudei meus passos e caminhei em sua direção. Ele me estendeu a mão para cumprimentar, pois vira que eu havia saído do prédio onde está localizado o The Christian Science Monitor.
Disse-me que estava em Boston para visitar o jornal que era a sua constante companhia durante os anos de prisão. Se eu podia informar onde ele poderia encontrar a redação do Monitor. Com alegria o acompanhei, caminhando lado a lado com ele os cerca de 70 metros até a porta de bronze que dava acesso à entrada para o edifício...Eu me despedi de Nelson Mandela com um aperto de mão...Eu me retirei e continuei no meu caminho para a minha próxima atividade, não lembro mais o que era, pois o encontro com Nelson Mandela ocupava muito espaço em minha mente...O pensamento que me veio, por que eu? Ele havia cruzado quase toda a extensão do núcleo, passado pelo espelho d água...quando eu apareci em sua frente vindo da direção para onde ele se dirigia. Foi um breve encontro, mas inesquecível. A sua fisionomia é única e o seu sorriso também. Ele parecia estar muito à vontade e falava na gratidão que sentia por ter recebido o jornal enquanto na prisão, enquanto caminhávamos lado a lado. Eu é que estava nervoso, procurando fazer a minha parte como anfitrião e acompanhá-lo até dentro do prédio da Sociedade Editora da Ciência Cristã.”


Sei do nervosismo que passamos quando ficamos frente a frente com alguém que admiramos, ficamos sem saber o que falar, e só percebemos isso quando a oportunidade passa e pensamos no que poderíamos ter dito...dai as palavras se soltam e fazemos discursos mentais dignos de um prêmio.

Este post, singelo diante da grandeza do grande estadista, não contém as palavras necessárias a um homenageado de tamanha envergadura, porém, contém uma enorme gratidão pelo seu legado.

No site do Jornal O Monitor consta a história dessa visita. Segundo o artigo:

“The Christian Science Monitor was well known to me during my 27 years in prison. It continues to give me hope and confidence for the world's future."

Richard Cattani, the Monitor's editor, recalled Mandela's eyes "darting with delight" as he looked at the flags around the plaza.

"We need a world without distinction among peoples," Mandela said. "We are all children of God."

 
Leia matéria no Jornal do Brasil Mandela Resiliênica

Leia homenagem do Professor Trentini Homenagem a Mandela

E o depoimentos do professor quando conheceu Mandela Mandela visita o Monitor

Leia o artigo da visita ao Monitor cinco meses após libertado da prisão Memorable Visitor

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Prêmio Paralímpicos 2013 - Susana Schnarndorf melhor atleta do ano por voto popular

Amigos do Blog Feliz da Vida! Fim de ano chegando, época de rever as ações e premiar as ações.

Muitos leram o post “Susana Schnarndorf exemplo de superação” que escrevi em 13 de Abril, falando da admiração que tenho pela atleta vencedora nas piscinas e na vida. Na ocasião ela falou sobre as dificuldades trazidas pela doença e demonstrou a qualidade de seu pensamento, que permite a ela lutar diariamente; seu amor e fé são propulsores de sua energia.

imageSegundo notícia de hoje no site do Comitê Paralímpico Brasileiro “Susana Schnarndorf fecha ano perfeito com troféu de melhor atleta do ano por voto popular”

Ela não veio morar em São Paulo, ficou no Rio, treinando e competindo. Foi medalhista em Montreal e em campeonatos brasileiros, e ontem recebeu troféu na cerimônia do Prêmio Paralímpicos 2013,  como a mais votada pelo público na internet como melhor atleta do ano.  Na cerimônia, foram premiados os destaques das 22 modalidades do programa paralímpico, os melhores técnicos de esporte individual e coletivo, e a atleta revelação com apenas 17 anos.

É muita gente mostrando que não há impossíveis, que o limite existe na mente e não no corpo, e que podemos vencer se crermos na vitória, e assim superar os limites físicos. Não somos corpo, somos seres inteiros. Corpo, mente e espírito.

Os vencedores de cada modalidade segundo o site:
Atletismo: Alan Fonteles Cardoso de Oliveira
Basquete em cadeira de rodas: Lia Maria Soares Martins
Bocha: Maciel Sousa Santos
Canoagem: Fernando Fernandes de Padua
Ciclismo: Soelito Gohr
Esgrima em cadeira de rodas: Jovane Silva Guissone
Futebol de 5: Jeferson da Conceição Gonçalves
Futebol de 7: Wanderson Silva de Oliveira
Goalball: Romário Diego Marques
Halterofilismo: Evânio Rodrigues da Silva
Hipismo: Vera Lúcia Martins Mazzilli
Judô: Lúcia da Silva Teixeira
Natação: Daniel de Faria Dias
Remo: Cláudia Cícero Santos Sabino
Rugby em cadeira de rodas: Alexandre Vitor Giuriato
Tênis de mesa: Bruna Costa Alexandre
Tênis em cadeira de rodas: Carlos Alberto Chaves dos Santos (JORDAN)
Tiro com arco: Andrey Muniz de Castro
Tiro esportivo: Geraldo Von Rosenthal
Triatlo: Marcelo Collet e Silva Mauro
Vela: Antonio Marcos do Carmo
Voleibol sentado: Anderson Ribas da Silva
Melhor técnico esportes individuais: Amaury Wagner Veríssimo
Melhor técnico esporte coletivo: Fernando Guimarães (voleibol sentado)
Prêmio revelação: Verônica Silva Hipólito

Susana está de parabéns mais uma vez, e que venham as Olimpíadas!

Para ler o post anterior: http://profmaisaalves.blogspot.com.br/2013/04/susana-schnarndorf-exemplo-de-superacao.html

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